"Meu grande amigo Eduardo,
Estou escrevendo esta carta para lhe dizer muitas coisas, mas especialmente para dizer uma muito importante. Peço que leia tudo atentamente.
Como já conversamos algumas vezes, nós vivemos em uma sociedade feita, obviamente, por seres humanos, sendo eles cheios de defeitos e imperfeições, o que faz com que essa sociedade seja cheia de injustiças e imperfeições. Infelizmente, a maior parte dos humanos é fraca e submissa à sociedade.
Você se lembra a respeito da nossa conversa sobre a madeira e o ferro? Se aprendemos desde pequenos que o ferro é madeira, vamos querer defender isso como verdade, mesmo que futuramente alguém nos mostre que não é! E este é, na minha opinião, um dos maiores problemas do ser humano. Nós nos recusamos a pensar e raciocinar sobre as coisas. Por que estamos aqui? Por que aprendemos as coisas desse modo? Será que isso é certo? Não, nós simplesmente aceitamos o que nos passam, sem nos questionarmos. Acontece que não evoluímos sem luta e sem questionamentos a respeito das coisas injustas.
Em minha opinião, não há nada mais importante na vida do que o amor, e é essa a minha maior indignação com nosso sistema. Somos impedidos de reconhecer nossas maiores demonstrações de amor verdadeiras porque fomos "bitolados" a apenas buscar padrões pré-estabelecidos. Por exemplo, sejamos realistas: dificilmente algum dos meninos de boa família que você conhece vai se casar com uma mendiga de rua, certo? Ou, pelo menos, seria algo difícil de acontecer. Mas você já parou para pensar que o amor da vida de um deles pode estar lá, e que quando eles a encontrarem podem não reconhecer, por conta dos padrões que eles sempre foram influenciados a buscar? Isso não vale só para classes sociais... vale para tudo!
É capaz de imaginar por que estou levando essa conversa adiante com você? Percebeu aonde quero chegar? Talvez você ainda não saiba, Eduardo, mas eu amo você! Eu não peço (nem poderia, jamais) que você me corresponda, nem mesmo que me compreenda... a única coisa que peço é que você respeite, como eu jamais o desrespeitaria. No entanto, independente de qual for sua reação, quero que saiba que nunca deixarei de gostar da sua pessoa, nem poderia, mesmo que quisesse.
Tudo isso talvez seja muito estranho para você... mas permita-se refletir a respeito: não há nada de errado nisso! Absolutamente NADA! Não sei se você sabe, mas antes da invasão da cultura cristã-judaico-muçulmana, o amor entre dois rapazes era considerado a coisa mais normal do mundo. Só que, como não podiam gerar filhos juntos, a igreja resolveu considerar esses tipos de relacionamentos como "pecaminosos", para evitar que nascessem poucas crianças, fazendo a cabeça de todos para que pensassem assim, sem ao menos se perguntarem o porquê. Hoje, nós descobrimos que, ao contrário do que se pensava, há crianças nascendo até demais... como prova do quão absurda foi essa proibição.
Até hoje nos forçamos a procurar pessoas do sexo oposto, sem parar para pensar que o amor não é assim, é muito maior que isso. Nós nunca sabemos como ele virá, que idade, cor, classe social terá... O amor é muito maior que um padrão.
Sei que você talvez se afaste de mim, tenha medo, tenha nojo, tenha raiva, não sei... muitas coisas podem se passar pela sua cabeça... mas apenas pare um pouco para pensar... será que não tenho razão sobre tudo que estou dizendo?
Você não sabe, Eduardo, mas quando vi você pela primeira vez, sentado naquela cadeira e conversando com seus amigos ao longe, percebi que amava você mais do que tudo, e me odiei por isso. Evitei chegar perto de você por um bom tempo e até fui grosseiro com você. Mas depois vi que não adiantava fugir, porque afinal... a vida é feita de problemas e eu nunca fui do tipo que fugia deles, sou uma pessoa muito forte por dentro, graças a Deus. É preciso ser muito homem para lhe dizer todas essas coisas.
Provavelmente você jamais entenderá... mas cada momento em que você passou ao meu lado fez com que eu me sentisse a pessoa mais feliz do universo. Quando você almoçou comigo pela primeira vez, quando lanchamos juntos na padaria, quando descobri que você morava no lugar onde passei minha infância, quando o abracei no dia da formatura, o jantar em que conversamos sem parar, meu aniversário... cada um desses momentos que me fizeram ver que valeu a pena ter nascido, que a vida realmente tem algum sentido. E, não importa o que aconteça, não importa MESMO, seja qual for o rumo que nossas vidas tomem, mesmo que eu nunca mais veja você outra vez... eu sempre me lembrarei de você (e sei que, de alguma forma, você jamais se esquecerá de mim também) e vou pensar em você com carinho. Para mim, o mais importante é que você seja feliz, seja como ou com quem for.
Nunca desista dos seus sonhos, Eduardo. E eu prometo que jamais desistirei dos meus... quem sabe, em outras vidas, em outro mundo... possamos nos encontrar de novo, ou até mesmo nessa... e eu possa ver o dia em que você olhe para mim com os mesmos olhos com os quais eu olho para você!
Você não precisa nem deve responder a essa carta! Nem me escrever ou procurar mais, se não quiser. Não quero ser invasivo, apenas pense sobre tudo isso e um dia talvez tornemos a nos falar sobre.
EU TE AMO PARA SEMPRE!
Um beijo grande de quem é, acima de tudo, seu grande amigo!"
Li tudo que estava escrito e cheguei a me emocionar e a suar frio. Eu sabia que aquele poderia ser meu último contato com Eduardo. Dobrei o papel, coloquei em um belo envelope vermelho e fechei. Em seguida, liguei novamente computador.
- Montanha... terminei a carta. Agora só me resta entregá-la.
- Não se preocupe, sei o que pode fazer. Eu devo estar com Eduardo hoje. Minha namorada mora perto de onde ele joga tênis, volta e meia eu vejo ele lá. Vou daqui a pouco sair, vou fazer uma visita para ela. Posso dar um jeito de falar com ele, e entrego a carta.
- Então estou indo encontrar você agora para deixar a carta.
- Valeu, moleque. A gente se vê em frente ao shopping.
- O shopping em que a gente estudava.
- Isso.
- Certo. Até logo.
- Valeu.
Estava nervoso, suando frio, quando encontrei Guilhermino no shopping e mostrei um rascunho da carta, em um papel velho, que continha as mesmas palavras, já que a que eu entregaria já estava fechada no envelope. Guilhermino leu atentamente e, por fim, disse:
- Cara, eu sou hétero, gosto de mulher, sempre gostei. Mas até eu me sensibilizaria se alguém escrevesse isso para mim, poderia ser quem fosse. Eu não poderia corresponder, mas valorizaria. É a coisa mais linda que já li em toda minha vida.
- Não sei se devo entregar isso a ele.
- Ahhh, quer saber? Entrega isso logo, Christian! Você tinha razão, meu amigo, acaba logo com isso.
- Acha mesmo?
- Acho!
- Então é isso aí!
- É isso aí, boa sorte! Estou torcendo.
A noite passou tão devagar... parecia que não acabava. Eu sempre tive pavor de noites assim, e agora tinha ainda mais. Quando finalmente consegui vencer minha insônia e adormecer, tive um sonho estranho... sonhei que vários rapazes muito bonitos e sorridentes pulavam no mar, ou em uma piscina... e nadavam, nadavam. Eram tão diferentes de mim, eram populares, queridos por todos... Eduardo estava entre eles e era o único que eu enxergava. Não desejava ninguém além dele. Por vários dolorosos minutos eu parecia ouvir uma voz me dizendo: “não vá até ele, se ele quiser, ele que o procure”. Além disso, eu tinha medo, tinha vergonha. Não o procurei. Ele me via, sabia que eu estava ali, mas era indiferente, de uma forma como jamais havia sido em todo o tempo que passamos juntos. Eu continuava sentado ao longe, conversando com meus amigos e me mantinha longe da água, como se não fizesse questão de falar com ele, quando na verdade a ansiedade era terrível. Por fim, não suportei. “Vou até lá, vou nadar e tentar conversar com ele, perguntar o que está acontecendo”.
Mergulhei, e como se o mundo se acabasse lentamente em uma vertigem azul-esverdeada, cor de mar, as imagens iam se misturando... risos, vozes, uma multidão de jovens, todos iguais, como se tudo se fundisse em uma nuvem, a imagem da água se fundindo aos rostos dos rapazes... todos rindo sem parar, tudo rodando, e uma grande tonteira. Eu não conseguia achar Eduardo, procurava incansavelmente, era desesperador. “Onde ele está? Nunca mais vou vê-lo?” Procurava, procurava, procurava, e por fim parecia ter desmaiado, tive uma sensação de queda, e acordei assustado.
Olhei para o sol devastador do dia lá fora, assustado e ainda com um pé no sonho, como se estivesse ainda no estado de transição entre a fantasia e a realidade.
Os dias foram se passando, Eduardo nunca me procurou e eu sabia que não teria coragem (e talvez nem devesse) procurá-lo ou telefonar. O tempo parecia mais lento do que nunca, ainda mais porque minhas aulas na faculdade ainda não tinham começado. Foi quando, em uma ou duas semanas, encontrei Guilhermino novamente, e ele tinha um olhar pesado, de quem tinha que dar uma notícia ruim.
- O que houve?
- Você ainda gosta do Eduardo.
- Honestamente, sim.
- Então você precisa deixar de gostar.
- O que houve?
Ele me contou exatamente o que havia acontecido e a cena pôde vir quase perfeitamente em minha cabeça.
- Edu! Quanto tempo, cara!
- E aí, Montanha! Tudo bom?
- Seguinte, sobre aquela parada do Christian... aquela carta que eu entreguei e que tinha te falado que não sabia de nada... pois é, cara, o Christian me mata se souber que eu te contei e que estou falando sobre isso, mas eu sabia sim. Sou uma das poucas pessoas que sabe. Acho que só eu e a Túti sabemos. Eu sou hétero, não tenho preconceitos e Christian é meu amigo, não consigo mais ver o cara nessa situação, há dias com ansiedade... então resolvi vir falar com você.
Eduardo ficou de todas as cores, o nervosismo era tão forte, tão forte, que até sua respiração chamava atenção. Engolia seco, e sua voz não saía dos lábios. Por fim, falou:
- Está falando daquela carta repugnante?
- Repug...
- Aquela carta suja, nojenta, asquerosa daquele garoto ridículo? Aquilo foi a coisa mais nojenta que já vi em toda a vida.
- Mas, cara, qual o problema de um menino gostar de outro? Se você não corresponde, diga a ele que não gosta e pronto. Precisa terminar uma amizade?
Eduardo não sabia o que responder, ele simplesmente havia aprendido que homens apenas podem se apaixonar por mulheres e vice-versa. Não sabia explicar o porquê, mas era isso que havia aprendido, e que o contrário era algo abominável, e isso já estava tão enraizado em sua criação que não adiantava mais dizer o contrário. Provavelmente era essa a razão de estar tão nervoso, gaguejando e sem conseguir pronunciar uma palavra. O suor escorria pela testa e sua cabeça olhava para todos os lados, como se estivesse com medo de alguém ouvir a conversa, e do que Guilhermino pudesse estar pensando a seu respeito.
- Cara, é nojento. Eu juro que eu acho isso nojento.
Guilhermino riu.
- Não precisa jurar nada para mim. Até porque isso, para mim, não faz a menor diferença. Acredito que para a maior parte das pessoas também não. Mas algumas ainda se deixam levar por preconceitos... Eu gosto de namorar mulheres. Christian é meu amigo e gosta de namorar homens. Ele me respeita e eu o respeito, não vejo motivo para...
Eduardo agora tremia.
- Algo errado?
- Eu? Não, de jeito nenhum!
- Eduardo... responde uma coisa com sinceridade?
Eduardo gelou.
- Por algum momento você já sentiu algo pelo Christian... digo, alguma dúvida, um sentimento ou algo mais forte?
- O quê???? Não!!!! Nunca! Eu odeio esse garoto! Eu falava com ele porque eu falo com todo mundo. Falava de dar oi e tchau. Mas sempre achei ele um idiota.
- Mas vocês viviam juntos, eu sempre via vocês almoçando...
- Porque eu não sabia! Se soubesse que ele era um anormal sujo e repugnante eu nunca teria me aproximado.
- Por que está tão nervoso? – Guilhermino permanecia calmo e tinha um ar irônico em sua fala.
Eduardo percebeu que suas pernas tremiam visivelmente, e que suava, sua voz estava diferente... não havia como negar que algo o deixara nervoso.
- É que...
- Hum...?
- Ele... o Christian tentou me agarrar. É isso, ele vinha tentando me agarrar à força há muito tempo.
- Sério? Que coisa!
- É sim, ele me agarrou e me segurou à força. Não conta a ninguém. – ele estava mais calmo, mas continuava olhando para os lados.
- Pode deixar.
- E toma cuidado você também, ele vai tentar te agarrar também. Você sabe do que esse tipo de gente é capaz.
- Vai ver que ele pensou ter visto alguma “bichice” em você!
Eduardo, se havia recuperado algum controle, agora tinha perdido de vez.
- Eu??? Está maluco, cara??? Eu gosto de mulher! De mulher!!!
- Entendi.
- Mas... esquecendo esse assunto nojento. Como anda a vida? – ele dizia tentando parecer natural.
- Boa, como sempre. Estou namorando a menina mais perfeita de todas. – respondeu Guilhermino.
- Que maneiro! Ah, você tem visto aquela gostosa da Priscila?
- Aquela dos decotes e das roupas justas? Vi pela última vez faz tempo...
- Então... ela é uma gostosa, cara... não paro de pensar nela.
Eduardo nunca falava sobre esse tipo de assunto, e a forma como falava justamente neste momento soava tão artificial que Guilhermino decidiu não levar a conversa muito à frente.
- Bom, cara, preciso ir. A gente se vê...
- Está certo... a gente se vê... mas olha, toma cuidado com o Christian, ele é perigoso, pode tentar te agarrar à força.
Guilhermino riu e disse:
- Pode deixar, cara. Pode deixar.
Quando Guilhermino terminou de contar, era como se eu estivesse saindo de um cinema e ainda estivesse perdido, com dificuldade de enxergar sob a luz forte. Eu podia imaginar a cena tão perfeitamente que parecia ter visto tudo em um telão, e agora as imagens desapareceram da minha cabeça da mesma forma como haviam chegado. Estava em choque!
- Cara... eu sinto muito. Não queria magoar você, mas precisava ter contado.
- Tudo bem, Guilhermino. – eu disse, por fim, em tom fúnebre - Você abriu meus olhos. Se não fosse por você, eu ficaria esperando até hoje por uma ligação dele, sem saber o que ele realmente pensava e dizia sobre mim.
- Aonde vai agora?
- Para casa...
- Há algo que eu possa fazer para ajudar?
- Não, não há. Obrigado.
Cheguei à minha casa com o aspecto de um fantasma, esperava não ter que ver ninguém. Uma vontade desesperada de desabafar tomou conta de mim, liguei para Túti e contei toda a história.
- Mas por que fez isso, Christian? Eu disse que não deveria mandar carta nenhuma!
- Eu precisei. – eu disse.
- Está louco, Christian? Como pôde ter dito a ele?
- Como ele pôde ter sido tão canalha?
- Eu avisei! Eu avisei! Se não tivesse feito isso, ao menos manteria a amizade.
- Pelo visto, nossos conceitos de amizade são bem diferentes. Se ele fosse meu amigo verdadeiro, procuraria compreender.
- Por que o Montanha foi falar com ele? Não tinha nada que ter falado.
- Ele me abriu os olhos... Agora eu vejo que não fazia sentido acreditar que o amor chegaria para mim...
- Que ridículo!
- Ninguém olhou para mim.
- Eu olhei para você! Logo que nos conhecemos, e você não notou.
- Como? – eu não sabia o que dizer.
Silêncio de alguns segundos.
- Você não pode culpar o Eduardo... – ela disse, nervosa, e por fim acrescentou: - ele tem o direito de ser hétero.
Aquela frase me feriu de uma tal forma que seria impossível descrever. Eu amava minha amiga e sabia que ela me amava também, que queria meu bem. Mas aquilo havia me destruído, era a gota d´água. Ser hétero era sinônimo de parar de falar com um amigo? Desligamos e decidi parar de falar com ela e com todos, pelo menos até minha cabeça esfriar.
Mandei apenas uma nova carta para Eduardo:
Eduardo,
Tudo bem?
Estou lhe escrevendo pela última vez só para lhe dizer que você tem toda razão, rapaz. Não devo mesmo gastar meu léxico com um semi-analfabeto. Pode ficar tranqüilo, jamais tornarei a escrever para você ou falar com você nesta vida.
Quanto a mim, você não precisa se preocupar, afinal, sozinho eu não ficarei, já que eu “agarro as pessoas à força”. Só gostaria de me lembrar de quando foi que eu agarrei você. Por favor, me lembre de quando foi que isso aconteceu, pois realmente não consigo me lembrar.
Pensando bem, não me diga, nem perca seu tempo, pois não vou ler suas respostas.
Adeus.
Os dias se tornaram meses, anos... a sensação era terrível, como se eu estivesse morrendo. Não chorei, por mais surpreendente que isso possa parecer. As lágrimas não desciam, eu estava apático, morto por dentro. Mas mesmo quando se morre, tem-se a chance de nascer de novo, se quiser.
Foi algum tempo depois que esbarrei com Nana, a menina tímida e amedrontada que andava conosco na escola. Resolvi conversar com ela, dizer oi e começar a falar sobre os tempos do colégio. Como em um impulso, deixei toda a história escapar de minha boca, tudo que aconteceu desde o princípio. Ela continuou me olhando com o mesmo olhar doce de sempre, perguntei se estava tudo bem, e ela apenas disse, com toda a doçura:
- Isso, para mim, não faz a menor diferença. – foi a maior frase que já ouvi de Nana em toda minha vida.
Aquelas palavras tão doces e sinceras me fizeram perceber que, se um amigo realmente gosta de mim, eu não devo ter medo de dizer nada a ele. E tive certeza de como fiz bem em ter dito tudo que sentia. Um peso saiu das minhas costas.
Voltei a falar com Túti. Por algumas vezes combinamos de almoçar todos juntos, como nos tempos de escola.
Jamais vi Eduardo outra vez, ou tive notícias dele. Guilhermino também nunca mais o encontrou.
Durante muito tempo, acreditei que jamais pudesse me apaixonar novamente. Mas no fundo, eu sabia que isso seria impossível. Amar alguém era minha sina, e se isso não fosse possível para mim, eu tentaria até o último dia de minha vida. Jamais perderia as esperanças de encontrar alguém. Não alguém qualquer, mas alguém MUITO especial que fizesse meus olhos brilharem, meu coração bater mais forte, meu estômago congelar e o mundo reluzir de uma forma mágica e encantadora... e que sentisse exatamente o mesmo por mim.
Seria impossível? Agora eu não era mais um garoto. Os tempos de escola acabaram. Era o início de um novo tempo. Quem sabe, com ele, em meio a tantos rostos, eu não encontrasse o daquela pessoa tão especial e que também estivesse esperando por mim?
Todos merecem ter alguém, se apenas esperarem, se apenas acreditarem. E eu acreditaria nisso... para todo o sempre!
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poxa.....
ResponderExcluirconfesso q chorei naum muito , mas chorei com a sua historia , e incrivel como vc mexe com as palavras ,
acho q vc e uma pessoa boa demas praquele safado sem coraçao
vc e uma pessoa muito boa e eu tenho certeza disso ,
posso naum te conhece mas ja sei um pouquinho de vc , pelas palavras , sentimentos, vc e definitivamente algum q faz diferença ,
quanto a tuti , acho (mas e so um palpite pelo oq vc escreveu )
q ela gosta de vc ,
naum como amigo , mas como homem
pense um pouco nisso ,
da sua amiga chorona q ama seu blog :
Sara
ahhh esqueci q tb acho q o sem heat edu....
ResponderExcluire meio q afim de vc e naum tem coragem de demontrar pq a cominidade quis assim , mas influencia muito a familia amigos ,
e naum admite, e caho q a '"gostosa da priscila q em um corpo lindo ""
fascinou ele
mas nada no mundo e maior q o amor , entao , vc se facina por um corpo belo , mas naum o ama de verdade , so o admira , entao , procure alguem q vala a pena ok ?
bjs
Sara
Sim, na verdade fiquei triste pelos dois, por seu amor não conrrespondio e pela cultura ignorante que o Eduardo foi criado, já que só por saber que era amigo de um gay, perdeu a linha, mas fazer o que é, nem tudo na vida é flores e o primeiro amor nunca da certo, passa um pano ( empurrado) e bola para frente, no inicio tudo vai parecer ser chato, mas quando você for, pode crer não vai se arrempender de t er ido
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