
Sabemos que a homossexualidade não é uma opção. É uma condição natural de algumas pessoas, embora não saibamos exatamente sua origem. Ela sempre existiu, em TODAS as culturas. Alguns podem dizer: "Não existia gay na China porque era proibido"... Errado. Existiam. A prática poderia não existir, mas a sexualidade estava lá, oculta nas pessoas. E houve muitas culturas que tiveram a homossexualidade como parte dela, assim foi na Grécia antiga. Mas o conceito de "gays" na Grécia antiga está bem distante de ser o que pensam que era. Havia um modelo familiar patricarcal, heterossexual, que servia como reprodução. Apesar disso, era aceito e extremamente comum (e até, de certa forma, imposto) que homens tivessem seus melhores amigos, com quem tinham todo tipo de intimidade, inclusive sexual. Além disso, era comum também que homens "iniciassem" jovens rapazes nos aprendizados sexuais, e o jovem era sempre o passivo. Muitos filósofos famosos eram "fãs" das relações homossexuais. Os mais conhecidos deles não ficam para trás, havendo até especulações sobre o quão íntima era a relação entre Platão e Aristóteles (é quase certo que eram amantes, como nós os consideraríamos pelo ponto de vista de hoje). E Sócrates afirmava que a melhor forma de se inspirar era praticar sexo anal, e que o sexo heterossexual apenas servia para procriação.

Pintor italiano nascido em 1452. Chegou a ser "acusado" de ser gay (em sua época, relações homossexuais eram crime) por ter supostamente se relacionado com um jovem de 17 anos chamado Jacob Saltarelli (que havia sido prostituto). Por falta de provas a acusação acabou sendo arquivado com o tempo. Anos mais tarde, passou a viver com um jovem chamado Giacomo, dando origem a mais boatos, porém sem ter grandes problemas. Para muitos estudiosos, a Monalisa (sua pintura mais famosa) é na verdade seu alter ego, um retrato de sua essência feminina.
Tchaikovsky

Tchaikovsk nasceu na Rússia de 1840, e foi um dos maiores compositores de música clássica do mundo. Era homossexual e, por falta de informação (viveu em uma época extremamente repressora e desinformada a respeito) acredita possuir uma perversão, uma espécie de tara, por sentir atração por homens. Aos 36 anos toma a decisão de se casar com uma bela mulher chamada Ivanovna, mas, na lua de mel, desesperado, prefere se atirar em um rio extremamente gelado a se deitar com a esposa. Sobreviveu e continuou brilhando em suas composições, embora nunca tenha se aceitado completamente.
OSCAR WILDE
Famoso escritor irlandês, autor de diversas frases célebres, nascido em 1854. Era querido por todos por sua personalidade extrovertida e extravagante. Sempre bem vindo em festas e polêmico com seus comentários audaciosos e divertidos. Oscar era casado e pai de dois filhos, mas era homossexual. Seu sucesso foi por água abaixo quando se apaixonou por um rapaz chamado Alfredo Douglas (conhecido como Bosie). Bosie e Oscar tiveram um caso secreto durante algum tempo, até que o pai de Bosie, irritado, começou a atacar Oscar, publicando ofensas e calúnias sobre ele, além de processá-lo por crime de homossexualidade (na época, ser gay ainda era crime na Inglaterra, onde Oscar vivia). Bosie ficou do lado do pai e testemunhou contra Oscar Wilde, que ficou preso por dois anos por ser homossexual, sendo obrigado a cumprir trabalhos forçados. Ao sair da cadeira, já com a saúde e a carreira destruídas, mudou-se para Paris, onde faleceu pouco tempo depois.HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Nascido na Dinamarca, em 1805. Primeiro autor do mundo a escrever especialmente para crianças, criando as próprias histórias (antes dele, outros autores haviam escrito para crianças, porém sem criar, apenas transcrevendo contos da tradição oral, de autoria desconhecida). Andersen era de origem paupérrima, e vivia em uma cidade-ilha chamada Odense com sua mãe lavadeira e seu pai sapateiro, além de causar estranheza por sua aparência (era excessivamene magro, narigudo, com olhos verdes tão pequenos que pareciam ervilhas, e com volumosos cachos negros nos cabelos). Mesmo em meio a tanta miséria, e com sua mãe alcoolatra e seu pai doente, o menino conservava uma imaginação incrível, e vivia como se estivesse em um conto de fadas. Com a morte de seu pai, Andersen vai a Copenhaque, aos 14 anos, onde consegue um pequeno trabalho como cantor em um teatro, mas uma forte e misteriosa doença em suas cordas vocais o faz "perder a voz" e o impede de cantar. Sem ter aonde ir, acidentalmente, na porta de um teatro, Andersen acaba conhecendo a rica família Colin, e sua criatividade encanta a menina Louise, filha mais nova do sr. Colin, que acredita no talento do rapaz, o levando para sua mansão. Lá, ele conhece Edvard, filho adolescente do Sr. Collin, da mesma idade de Andersen. Andersen passa a nutrir então uma paixão secreta pelo rapaz, que a princípio o despreza e não aceita conviver com Andersen em sua casa, mas com o tempo se torna seu amigo. Andersen passa a enviar cartas a Edvard em que assume estar apaixonado e que "desperto por você como uma menina da Calábria, meus sentimentos por você são os de uma garota. Por favor, a feminilidade da minha natureza deve permanecer em segredo absoluto". Edvard jamais expôs Andersen, mas não o correspondeu, vindo a se casar com uma linda moça de cabelos negros, anos depois. Andersen, já com estudo, e contos publicados, e com sucesso, abandona a mansão dos Colin, publicando seu conto mais célebre, A Pequena Sereia, que para muitos seria uma metáfora sobre seu amor não correspondido, em 1836. Andersen também teve paixões por mulheres e por outros homens, mas nunca foi correspondido, morrendo sozinho e sem filhos, na companhia apenas das crianças que amavam suas histórias. O dia de seu nascimento se tornou dia mundial do livro infantil - 2 de abril. Quem desejar ter mais informações, fazer perguntas, críticas, enfim, é só comentar. Posso discordar ou concordar, mas ouvirei com todo carinho. Em breve, pretendo fazer um post com lésbicas/bissexuais femininas da história. Aguardem!