Aquilo foi como um choque. Não que eu o julgasse ou condenasse, de forma alguma! Mas era algo totalmente inesperado. Aquele homem bonito, jovem, com um corpo atlético e uma voz grave... usando coisas femininas! Eu nunca usei coisas femininas, nunca tive vontade de experimentar nada da minha mãe, e no entanto eu era homossexual. Achei estranho. O que isso significaria? Talvez, que ele fosse ainda mais homossexual do que eu? Eu não sabia, apenas me sentia confuso, imaginava a vida de Eduardo, uma família tradicional, amigos riquinhos e sarados que viviam na academia, a popularidade, as aparências, o personagem que ele deveria ter que vestir, o que eles diriam se ele sequer sonhassem em desabafar sobre algo assim.. senti uma vontade fortíssima de abraçá-lo naquele instante, segurar suas mãos e dizer que tudo estava bem, que podia confiar em mim, que eu o protegeria. Mas nada diz, apenas continuei ouvindo, procurando não julgar, procurando apenas ouvir, e aceitar, amar sem querer nada em troca.
- Eu... eu... eu às vezes fico pensando, sabe... nessas paradas que você fala... – ele tropeçava em cada palavra, o nervosismo era visível.
- Entendo.
Por mais alguns segundos ele se calou e então não disse mais nada. Mudou de assunto para algum que não rendeu muito. Ficamos em silêncio até chegarmos à casa do meu pai. As luzes ainda estavam acesas, ele certamente estava acordado e bebendo.
- Eduardo, obrigado pela carona. Amanhã nos veremos de novo?
Mais uma vez fui contemplado pelo brilho de seu sorriso, aparentemente cheio de malícia (talvez não, talvez fosse auto-sugestão e nada daquilo que ele havia me dito quisesse realmente dizer algo que eu quisesse ouvir), eu estendi minha mãe para que ele apertasse.
O carro estava escuro, a noite era silenciosa e quase não podia ver seu rosto. Ele se aproximou devagar, como se calculasse cada movimento e, sem se levantar do banco do carro, aproximou seu corpo do meu (a cada segundo, seus movimentos pareciam mais lentos), eu estava imóvel, não respirava. Então ele me abraçou bem forte.
- Obrigado por fazer parte da minha vida.
- Eu que agradeço por você ter me deixado ter entrado na sua, ainda que só um pouquinho.
- Até amanhã, meu amigo.
- Até amanhã!
O fato é que, querendo ou não, nada daquilo podia ser ignorado. Fui dormir, ou tentar. No dia seguinte, veria Eduardo... isso era o que contava.
Acordei cedo, tomei um banho no chuveiro gelado do meu pai. No exato segundo em que saí do banheiro, já vestido, arrumado e perfumado, meu pai me passa o telefone.
- Pra você! – ele disse, com a voz seca e mal humorada de quem havia passado a noite anterior inteira bebendo.
- Alô!
- Alô! - Eduardo!
- Hehehe, e aí, rapaz? Tudo bem? Estou a fim de dar uma passadinha aí, pode ser?
- Claro! Pode e deve.
- Então demorou... adivinha onde estou.
- Onde? - Vá até o portão e dê uma olhada.
Abri a porta, lá ele estava, de dentro do carro, falando no celular.
- Seu bobão! Precisava trazer o carro? Você mora a poucas ruas daqui.
- Hehehe, entra aí. – ele disse, com um sorriso malandro.
Olhei para ele. Como estava lindo! Era, de fato, o rapaz mais deslumbrante que já tinha visto na vida. A luz forte daquele dia quente de sol penetrava em seus olhos, que penetravam em minha alma. Estavam com um tom de verde-azulado claríssimo, e pareciam me remeter à água quente e suave do mar em um dia tranqüilo, sem ondas, sem pessoas, sem problemas, sem preocupações, sem o medo... Apenas a luz do sol, o mar suave e morno.
- Vou te levar para dar um passeio.
Enquanto passeávamos com o carro e víamos o condomínio, as casas (passamos em frente à casa dele e eu vi sua mãe ao longe), íamos conversando sem parar.
Depois saltamos do carro.
- Ótimo, agora eu vou te levar para passear, e do jeito que eu mais aprecio: a pé!
- Ah, fala sério...
- Nada disso, deixe de ser preguiçoso! Um rapaz forte, bonito e saudável, que joga tênis e malha todos os dias, com preguiça de andar? Uma vergonha isso. – eu dizia, brincando com ele.
Ele riu e fez menção de fugir, voltar para o carro. Sem maldade, eu fiz o que faria com qualquer amigo ou amiga, segurei seu braço e puxei de volta, para perto de mim. O mundo parou, eu congelei, a temperatura do meu corpo mudou e também minha respiração. Não conseguia soltar, era como se estivéssemos petrificados. Assim ficamos por algumas frações de segundos, não sei quantas, mas pareciam compor o momento mais delicioso de toda minha existência até então.
Fui soltando devagar, agora estávamos bem sérios, os sorriso tinham se desfeito em nossos rostos. Ele me encarava profundamente, sério e ao mesmo tempo com afeto, e também com um pouco de medo, sem saber o que fazer ou dizer.
Passeamos por aquelas ruas, aquelas mesmas pelas quais eu havia andando na infância, antes de meus pais se separarem... via aquele mesmo verde, as mesmas casas, agora tão diferentes, as mesmas placas, o mesmo rio. Praticamente nada havia mudado. Era como voltar no tempo. A emoção era muito forte, e enquanto íamos nos perdendo no verde daquele belo lugar, eu queria apenas me perder no verde seus olhos.
- Olha só... – ele disse, por fim.
- Sim?
- Preciso ir embora, tenho um assunto sério para resolver hoje, e ainda não almocei... acho que você me fez perder a noção de tempo, hehehe.
- Hehehe, que bom, então! Sinal de que você gosta da minha companhia.
- Bom... eu preciso ir. A gente vai se ver novamente amanhã... eu faço questão de te dar uma carona pelo menos até a saída do condomínio.
- Se não for incômodo...
- Então...
- Então?
- Estou indo, hehehe.
- Até logo... mas... já estou com saudade, desde já.
Ele riu com minhas palavras. Por que eu havia dito aquilo? Não deveria ter dito. Poderia pôr tudo a perder, era o que eu pensava. Deveria dizer algo para disfarçar? Deveria dizer que era brincadeira e fazer uma piada. Não sabia o que dizer.
- Até mais... – ele se aproximou e me abraçou.
Neste segundo, algo muito estranho aconteceu.... tudo aquilo que eu sentia naquele mesmo segundo, tantas sensações ao mesmo tempo, tantos desejos misturados... um fogo surgiu dentro de mim, fogo este que eu não podia, não conseguia e não queria controlar. O fogo crescia, crescia, me queimava por dentro, meu estômago estava gelado, minha respiração estava estranha, e meu pênis começava a crescer e a enrijecer, estava duro como uma rocha. O que eu faria? Não conseguiria disfarçar. O medo começou a crescer dentro de mim, a vergonha, a culpa, o desespero, e também o tesão, o desejo, o fogo, a vontade de esquecer de tudo e agarrá-lo ali mesmo, tocar seus lábios com os meus leve e suavemente, sentir o gosto quente de sua saliva, de sua língua, acariciar seu rosto, arrancar sua camisa e tatear seu tórax, provar o sabor de sua pele quente e deliciosa. Sentir com as mãos, com meu próprio corpo, e com a língua. Aqueles desejos ardentes tomaram conta de mim durante cerca de dois segundos, dois segundos tão intensos e confusos que pareciam ter o prazo de uma vida. Não resisti e apertei ainda mais o abraço, tocando sem culpa suas costas largas e sentindo meu corpo colar com o dele ainda mais. Foi então que... aconteceu!
Era como se houvesse uma fúria dentro de mim, uma ardência que precisava ser libertada. Meu pênis enrijeceu ao máximo e eu tive um orgasmo. Pude perceber o esperma saindo de meu pênis, sem que eu pudesse controlar.
Eu o soltei, embriagado pelo tesão reprimido, e agora libertado.
Eu não sabia o que fazer, o que falar. Estava com muita vergonha e medo de que ele tivesse percebido. Mas ele sorriu, despediu-se e entrou no carro, indo embora.
Será que havia percebido? Será que havia sentido? O que ele pensava a meu respeito agora? A dúvida tomou conta de mim.
Passei o dia esperando... meu dia acabou. Um dos amigos do meu pai tentava puxar conversa, mas eu simplesmente não conseguia responder. Não pensava em nada que não fosse meu desejo por Eduardo.
Assim a noite veio, e com ela o dia seguinte...
- Quando é que você vai começar a sair com umas gatinhas aí?
- Hum? - As gatas... Quando começa a comer umas mulherzinhas? Você já fez dezessete, né?
- Dezoito, pai. Dezoito. Foi em fevereiro agora.
- Ah, sim... você é de fevereiro, isso mesmo. Tá, mas e as mulheres?
Eu estava perdido em meus pensamentos e não queria conversar.
- Honestamente, não vou pegar mulher nenhuma, se quer mesmo saber, estou apaixonado e para mim só existe uma pessoa.
- Você não sabe nada da vida, meu filho. Tem muito o que aprender, eu vivi muito mais do que você e sei de muito mais coisa, tenho muito mais cultura, muito mais experiência...
- Parabéns. – eu respondi, seco e irônico.
Ele não prestou atenção. Encheu o copo de bebida, bebeu mais um gole e continuou:
- Mulher é assim... é como uma bela raposa que você quer caçar. Você é o caçador. Não pode ficar com esse discursinho romântico, mulher tem nojo disso. Tem que atirar para valer... depois, quando já estiver com ela, quando ela já tiver caído na sua, então você pode, se quiser, mandar um discurso desses. Mas é claro que é só discurso. Mulher gosta de acreditar em mentira. Minha mulher atual está na Bahia passando um tempo com a família, ela nunca me trai, porque não é nem louca de pensar nisso. Mas você acha que eu não traio? Ah, homem é homem!
- Pai...
- Então, quando a mulher chegar para você e...
- Pai, não tem mulher nenhuma na história. Estou apaixonado por um rapaz.
...
Silêncio de vários minutos.
- O quê?
- Sim, um rapaz daqui do seu condomínio, e ele vai vir me ver hoje à noite.
Ele não sabia o que dizer, e não me interessava. Eu não tinha por que mentir para ele, mentir seria dar muito poder a ele e, para mim, não fazia diferença o que ele aprovava ou não.
- Bom... – ele disse, após alguns minutos de constrangimento – então... então eu não sei. Com licença. – disse e saiu.
Eu fiquei ali, olhando para o portão sem me mexer. Só Eduardo fazia diferença.
A noite foi chegando, meu pai já estava muito bêbado e ficando aparentemente agressivo, começou a dar a entender que queria a casa desocupada no dia seguinte para que ele pudesse receber uma namorada.
- Olha, pai, eu já disse que vou embora hoje, já avisei isso algumas vezes... mas já que faz tanta questão de me lembrar que não me quer amanhã aqui, não seja por isso, eu vou embora agora mesmo.
Ele pareceu surpreso com minha resposta e disse:
- Deixa de malcriação, eu já falei que é só amanhã. Hoje você pode ficar. Senta aí e vamos conversar.
- Sinto muito, mas acho que já vou mesmo.
Tomei um banho, arrumei a mala e fui até a sala, onde peguei o telefone.
- Eduardo? Olha, só estou ligando para dizer que não precisa me dar carona não. Eu estou indo embora agora, tive um pequeno desentendimento com meu pai.
- Então eu dou a carona agora?
- Mas neste horário você costuma jogar tênis.
- Esquece o tênis. Eu levo você.
- Não quero ser abusado.
Ele deu uma risada.
- Estou passando aí. – disse e desligou.
Voltei à varanda e fiquei olhando para o portão, com a mala pronta.
- Ele está vindo.
- Esse garoto?
- O Eduardo, sim.
- Não quero esse garoto aqui dentro, heim! – meu pai avisou.
Sem demonstrar qualquer sentimento, em total indiferença, respondi:
- Não tem problema, nem nós queremos ficar aqui dentro. Até logo. – disse e saí, fui esperar do lado de fora.
Em pouco tempo ele chegou.
- Fala aí, Eduardo.
- Tem certeza de que não estou sendo um incômodo?
- Pára de bobagem. Você nunca é incômodo.
- Bom, eu trouxe isto para você. É um filme que eu copiei... é um filme... romântico.
- Ah, sim, entendi, legal. Um dia eu vou trazer uns DVDs virgens para te dar. Você sempre fica gastando DVD para copiar filme para mim, não quero deixar você no prejuízo.
- Ah, não precisa se preocupar.
Entramos no carro e ele foi dirigindo. O sol tinha acabado de se pôr.
- Fui a uma festa ontem. Sabe como é, ver se eu pegava alguém... hehehe. Não sou santo, tenho lá os meus rolos, hehehe. – ele disse.
- E então? Ficou com alguém?
- Ah... não.
- Por que não? - Não sei por que, mas não achei legal ou que me atraísse. E você? Anda pegando muitas meninas por aí?
- Hahaha, não.
- Por que não?
- Não sei explicar. Às vezes as coisas simplesmente não são como nós queremos que sejam.
- Hum... – ele ficou sério de repente, muito sério.
Eu desci do carro e me despedi. Ele parecia sério, talvez preocupado, não sei bem. Apertou minha mão e se foi, através daquela noite azul escura. Olhei fixamente para ele, deixando de lado a timidez e a vergonha, até o último segundo em que pude, até ele ir embora, como se eu soubesse dentro de mim que aquela seria a última vez em que o veria na vida. Peguei o ônibus e fui para casa.
Algo me dizia que não podia deixar as coisas como estavam. Eu precisava ser honesto com Eduardo, se eu realmente era seu amigo de verdade, deveria dizer a ele o que sentia. Se ele não fosse capaz de compreender e, mesmo não correspondendo, continuar sendo meu amigo, era sinal de que realmente nunca mereceu minha amizade. Foi quando, em um dia desses, por acaso, encontrei com Montanha na rua, indo para casa, depois de ter resolvido alguns problemas na rua.
- E aí, rapaz? Quanto tempo?
- Faaaaaala, moleque. Tranqüilaço?
- Hehehe, tudo bem, Guilhermino. E você?
- Montanha, cara. Montanha! Bom, eu estou muito feliz! Muito mesmo! Estou namorando a garota mais linda da face da Terra. – ele disse tirando uma foto de uma menina da carteira.
- Que bom, Montanha! Você realmente merece, é uma pessoa muito legal.
- Valeu, cara. Está de bobeira?
- Indo para casa.
- Cara, está tudo bem com você? Estou te achando tão abatido.
- Não é nada demais. Alguns problemas...
De repente, por impulso, não sei por que falei isso, mas acabei dizendo, sem perceber:
- Estou apaixonado e não acho que possa ser correspondido. Mas ao mesmo tempo há alguma coisa me dizendo que eu não posso desistir.
- Ah, cara... não desiste sem tentar.
- Mas é que é... algo... meio impossível...
- Entendo...
- Sabe de quem estou falando?
Ele riu, sem graça, não soube o que dizer...
- Sei lá, cara... a Túti...?
- Não.
Alguns minutos de silêncio.
- Estou apaixonado pelo Eduardo.
- Ah, cara...
- O que foi?
- Ah, se você gosta mesmo, vai fundo.
- Está surpreso?
- Honestamente? Não! Hahahaha.
- Meu Deus, todo mundo já deve ter percebido.
- Ih, relaxa! Ninguém percebeu, pode apostar.
- O que devo fazer?
- Cara, é complicado... se bem conheço o Eduardo e ele de fato tiver preferências homossexuais... não acho que ele saiba disso. Ele é muito... “bobão” ainda, sabe?
Em mais ou menos meia hora de conversa, narrei a ele toda a história, contando tudo desde o dia em que conheci Eduardo. Apesar da minha preocupação, acabamos rindo em vários momentos e nos divertimos ao imaginar a reação de Eduardo.
- Guilhermino, você acha que esse negócio de ele usar salto da mãe dele escondido pode significar alguma coisa?
- Cara, não sei... pode ser que não queira dizer nada. Mas pode ser que sim.
- Não agüento mais essa ansiedade, vou contar tudo a ele.
- Melhor não fazer isso.
- Por que não? Vou ficar nessa tensão pela vida toda?
- Não é isso... é que talvez fosse uma tática melhor continuar amigo dele, se aproximar mais.
- Por anos a fio? Que espécie de amigo eu seria escondendo dele algo dessa relevância? E sem contar que seria doloroso demais continuar próximo dele, fingir e ocultar meus sentimentos, e no fim acabar vê-lo namorando alguma menina e ter que fingir que estou muito feliz por ele.
- Acho melhor você ir para a casa, pense bem no que faz, amanhã a gente conversa melhor sobre isso. Não aja no impulso.
Segui o conselho de Guilhermino, mas não podia deixar de pensar sobre o assunto e de continuar com a mesma opinião. Eu não agüentaria mais esperar... contaria tudo a Eduardo, viesse o que viesse.
Assim veio o dia seguinte.
Liguei para Túti.
- Alô!
- Alô!
- Amigo... estou mal, muito mal... acabei de terminar com Cláudio e me sinto tão culpada.
- Amiga, você não precisa se sentir culpada por coisa alguma.
- É que ele é tão imaturo, não acho que esse namoro vá resultar em grande coisa.
Eu sempre senti que Túti não gostava de Cláudio, não o amava. Sua voz estava pesada, triste, como nunca havia estado antes.
- Túti, desculpe pela minha sinceridade... mas você não o amava e isso está na cara.
- Amo sim... – ela disse, mas sem muita firmeza na voz – é que, às vezes, ele parece tão sem personalidade, tem que ter hora para voltar para casa, faz tudo que a mãe fala para fazer e não faz questão de me ver... sei lá, não era como eu esperava. Mas me sinto mal porque o magoei.
- Bom, o que eu vejo é que você o ama de verdade como amigo, mas não o ama como homem.
- É, acho que tem razão... não o amo como homem... até porque ele não é!
Não pude deixar de rir com o comentário dela.
- Mas amigo, o que houve com você?
- Poxa, eu não queria atormentá-la com isso... você está tão triste.
- Fala.
- Decidi contar ao Eduardo...
- O quê?! – ela exclamou, assustada.
- Túti, escuta....
- Não faça isso, você vai pôr tudo a perder, jogar a amizade de vocês pela janela...
- Túti, você não entende? Eu digo a ele que sou amigo... como posso ser um amigo se minto para ele, se escondo dele algo tão sério? Eu não gostaria que um amigo me escondesse algo desse tipo.
- Ai, Meu Deus... tome cuidado.
- Além disso, se ele for meu amigo de verdade, vai compreender. Ou, ainda que não compreenda, vai me respeitar e apoiar.
- Bom... eu não acho que seja o ideal a fazer, mas espero que dê certo. Boa sorte!
- Boa sorte para você também.
Desligamos e escrevi a carta para Eduardo.